Agorafobia
Introdução:
A agorafobia caracteriza-se pelo medo ou ansiedade acentuados, desencadeados pela exposição a situações específicas. A manifestação da resposta ansiosa pode ocorrer tanto por meio da exposição real ao ambiente gatilho quanto pela exposição imaginária, na qual o indivíduo antecipa ou pondera sobre a situação aversiva. Observa-se que o medo, a ansiedade e o comportamento de esquiva são consistentemente desproporcionais ao perigo real oferecido pela situação.
Impacto Funcional e Comportamental
O quadro associa-se a um prejuízo considerável na funcionalidade e na capacidade de execução de tarefas cotidianas. O indivíduo busca, de forma sistemática, esquivar-se de cenários potencialmente eliciadores de respostas de medo. Esse padrão de esquiva ativa é motivado por pensamentos catastróficos, fundamentados na percepção de que o auxílio será indisponível ou de que a fuga será difícil caso ocorram sintomas do tipo pânico ou outros sintomas incapacitantes e constrangedores.
Critérios Diagnósticos
Para o estabelecimento do diagnóstico, deve-se observar a ocorrência de medo ou ansiedade intensos em, pelo menos, duas das seguintes situações:
- Utilização de meios de transporte público;
- Permanência em locais abertos;
- Permanência em ambientes fechados;
- Estar em meio a multidões ou filas;
- Sair de casa desacompanhado.
As respostas de medo ou ansiedade devem ocorrer de maneira persistente e quase invariavelmente diante de tais estímulos, não sendo limitadas a eventos ocasionais. A duração dos sintomas deve ser superior a seis meses, considerando sempre o contexto sociocultural do paciente.
Diagnóstico Diferencial
A sintomatologia não deve ser melhor explicada por outros transtornos mentais. É imperativo diferenciar a agorafobia de preocupações relacionadas à aparência física, como no transtorno dismórfico corporal, ou do medo focado no distanciamento de figuras de apego, característico do transtorno de ansiedade de separação.
Referências Bibliográficas:
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